segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Canção do Peregrino

Canção do Peregrino

Continuo minha peregrinação
Prossigo meu caminho como peregrino
Caminho vagando por um deserto
Pareço andar em círculos
O destino parece distante
Caminho errante, passo a passo
Como que enxergando em meio a neblina
Mas não caminho sem saber para onde vou
Sei onde chegarei
Anseio o momento de chegada e descanso
Talvez eu tenha me perdido no caminho
Andado por caminhos que me levaram mais distante
Mas isso seria o mesmo que dizer que Tu não estás no controle
Cada passo é dirigido por Ti
Todo caminho é endireitado por Ti
Minha obsessão é caminhar
É conhecer-Te
É compreender-Te
É mergulhar nos Teus mistérios
Quero o caminho de casa
O retorno
A contramão
Ser estrangeiro e caminhar
Prossigo para o alvo
Nessa peregrinação só me importa o chão
A poeira
Os pés descalços
Para nos Teus braços encontrar o que ainda procuro

Cristiano Geiger - 30.01.2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Deu? que eu não entendo



Ganhei de presente de Natal de meu pai um livro que que sem dúvida alguma posso colocar lado a lado de livros como: Vivendo com Propósito – Ed Rene Kivitz, Surpreendido pela Esperança – N. T. Wright, alguns dos melhores livros que tenho lido ultimamente. O livro é: O Deu? Que eu não entendo de Chris Wright (não achei ligação de parentesco com o Rev. Anglicano N. T. Wright, embora os dois sejam anglicanos). Somente o título já nos causa uma mistura se sensações. O que esse cara vai dizer dentro desse livro???
Não é à toa que o livro oscila entre os 5 primeiros livros mais comprados no site da sua editora, a Ultimato. Vale ressaltar que 5 livros dentre os 10 que compõem a lista são de autoria de John Stott, de quem é o prefácio deste livro em Agosto de 2008.

Pois bem, o livro aborda uma série de questões difíceis da fé cristã. Mas como é mostrado no decorrer do livro, todas essas questões do Deus que não entendemos não devem ser determinantes para nossa confiança em Deus. O que a Bíblia nos mostra, ao não responder algumas de nossas perguntas, é que Deus deseja nossa confiança em sua soberania, em sua justiça e em seu amor. Como diz o autor, “é possível olharmos para tudo e dizer: 'Está tudo bem. Deus está no controle e vai consertar as coisas.” Algumas dessas dúvidas vão além disso e brotam em nós sentimentos de alegria e gratidão pelo que Deus fez por nós.
Algumas das questões apresentadas nos livros, nem sequer haviam chegado à pauta em nossas questões teológicas no grupo de discussão. (Quem me conhece sabe que eu e uma porção de amigos levamos à serio nossas “questões difíceis”...).
Essas questões são:
 o mal e o sofrimento;
 os cananeus e o conceito de que Israel praticou um genocídio ao comando de Deus;
 a perspectiva de benção das nações através da escolha de Israel, o porquê da escolha de Israel e por consequência, nossa escolha;
 a cruz;
 o fim do mundo.

Ente essas questões-chave, vários outros tópicos são abordados no livro.

Sobre o autor:
Chris Wright é diretor internacional da Langham Pathernship, onde assumiu a função ocupada por John Stott durante 30 anos! Ele também é presidente do grupo teológico de trabalho do comitê de Lausanne. Antes de falecer, John Stott pôde fazer boas recomendações a este livro. Uma pessoa que possui referências de John Stott e trabalha no comitê de Lausanne já dispensa maiores informações...
É autor de outros vários livros, entre eles outro publicado pela Ultimato: Povo, terra e Deus:
No site da Ultimato você pode ver mais informações sobre estes livros e até mesmo ler um trecho das obras.

http://ultimato.com.br/sites/deus-que-nao-entendo/

Recomendo para todo cristão que deseja entender melhor certas coisas, principalmente referentes a assuntos complexos do Antigo Testamento. As vezes a dificuldade da leitura, nomes, dados estatísticos entre outras coisas nos desmotivam a compreender o texto. Este livro irá ajudar muito!

Abraços

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Keith Green


Bem, já faz um tempinho que havia baixado um dvd: Keith Green: The Live Experience: Estes Park '78. Hoje resolvi assistir, motivado também pela canção Rookmaker do Palavrantiga que cuja letra diz: "Eu canto Keith Green, você canta o que?"
Apesar de o dvd estar sem legenda, é possível se impresionar com a eloquência do Garoto de 24 anos, na época da gravação. Ele conta piadas, leva o povo a rir, chorar, orar, ele ministr a palavra, canta como se estivesse em um momento em sem quarto a sós com Deus!
A história desse jovem que faleceu com 28 anos de idade em um acidente de avião junto com seus dois filhos mais um casal de missionários com seus 6 filhos (!) é impressionante. Volta e meia agente ouve alguém, ou vê na internet um comentário sobre a grande influência que esse rapaz causou na vida de tantas pessoas.
Ele tinha tudo para ser um popstar. Mas abdicou de tudo preferindo ministrar de graça pelo simples chamado de levar a palavra de Deus a todos os ouvidos.
Interessado pela sua história, recorri a internet para uma pesquisa. Obviamente achei muito material e material bom. Por isso resolvi dar os devidos créditos a quem fez essa vasta pesquisa da vida de Keith e apenas colocar o link para que você possa ir até outro blog e ler.
Keith Green teve apenas 8 anos de vida de fé. Mas esses 8 anos deixaram um legado que ultrapassa e ultrapassará diversas gerações. Quem nunca cantou em uma ministração: "Senhor, formoso és. Tua face eu quero ver..." Pois é. Esta música é dele e de cabeça, me lembro agora do Jesus Culture, do Rick Bonfim e do Fernandinho já terem gravado esta música.
Vale a pena tirar um tempo para conhecer a história deste homem de Deus.
Segue o link para o blog onde achei a melhor e mais completa pesquisa. Lá também tem diversos vídeos, depoimentos e canções: http://cesariopinto.blogspot.com/2011/06/serie-historia-crista-keith-green_5310.html
Que Deus te abençoe. Abraços

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cheios do Espírito

E ai galera, como vão?
Fazia tempo que não chegava algo de novo por aqui.
A realidadé é que a correria do fim de ano deixa agente com muitas idéias na cabeça. Mas escrever da um trabalho danado. Já agora de férias a coisa muda um pouco! (graças a Deus)
Nesse tempo de pausa estivemos na Escola de Líderes em Curitiba onde aprendemos um pouco mais sobre retiros e acampamentos. Lá pudemos também escolher entre uma vasta literatura disponível para compra alguns livros para edificação do minisitério. Mais especificamente da nossa Juventude.
Um destes livros adquiridos foi: Cheios do Espírito do Rev. Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre o autor:
Não é o primeiro livro que leio do autor, nem o primeiro artigo. Augustus possui um Blog: http://tempora-mores.blogspot.com/ onde posta com alguns colegas. Já li dele também o livro: O que você precisa saber sobre batalha espiritual. O autor é muito Bíblico, fiel a palavra, centrado na verdade. É formado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, de Recife, mestre em Novo Testamento pela Universidade Reformada de Potchefstroom (África do Sul), doutor em Interpretação Bíblica pelo Seminário Teológico de Westminster (EUA). Nicodemus aborda as questões teológicas apartir de uma perspectiva reformada. Ele segue a linha gramática-histórica.

Sobre o livro: Cheios do Espírito é um livro pequeno, possível de se ler em umas duas horas, mas riquíssimo em conteúdo. O livro aborda biblicamente questões modernas sobre a plenitude do Espírito Santo. Fala ainda sobre batismo, pentecostes etc. Ele trata especificamente sobre o texto de Efésios 5:18 mas não deixa de abordar todo o contexto da citação que envolve o antes: o contexto da escrita da carta de Paulo aos Efésios encontrado em Atos, na sua primeira visita aos irmãos 2 anos antes e o depois: a abordagem prática do ensino de Paulo demonstrando o ser cheio do Espírito no contexto da família, marido e mulher, pais e filhos e do trabalho, servos e senhores.
Nicodemus está ciente de que não há unidade entre os cristãos a respeito destes temas. Mas seu esclarecimento é Bíblico e digno de atenção.

Para nós da Juventude aqui em Caxias este livro vem para carimbar os estudos que fizemos durante o no sobre o livro de Efésios. Talvez alguma coisa tenha ficado subentendida. Agora pode ser melhor esclarecida.
Este livro fica à disposição na nossa biblioteca.

O livro pode ser encontrado na internet no site: http://www.4shared.com/document/7HG3jH8n/Cheios_do_Esprito__-_Augustus_.html
Mas aconselho a comprar o livro, por ser barato (em torno de R$ 18,00) e por ser um material bom para se ter a mão em estudos bíblicos. Além de que as páginas em nossa mão tem outro "sabor".

Fica a dia de leitura para este período de férias e fim de ano.
Se não passar por aqui novamente, um bom fim de ano a todos e que o ano que vem seja repleto da presença de Deus em nossas vidas!
Abraços

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Chegou o Natal


Chegou o Natal e com ele o fim do ano, ou início de um ano novo. Tudo depende de nossa perpectiva. Para esse Natal então, escolhi uma ótima reflexão de Augustus Nicodemus Lopes, retirado do site: http://tempora-mores.blogspot.com/
Não há dúvidas de que cada vez mais precisaremos recorrer ao velho jargão: lembrem-se do verdadeiro sentido do Natal! Este artigo não fala apenas disso, mas também do propósito de vinda de Jesus e das implicaçõesdisso em nossa vida. Sempre é tempo de nos lembrarmos que nosso Mestre veio e habitou entre nós...





O Natal e o Nome do Menino

Por Augustus Nicodemus Lopes
"Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1:21).

De acordo com o relato acima do Evangelho de Mateus, o nome de Jesus Cristo foi dado pelo anjo Gabriel quando anunciou seu nascimento a José, desposado com a virgem Maria. Gabriel não somente disse que Maria estava grávida pelo Espírito Santo de Deus como orientou José a chamar o filho de "Jesus".
A razão para este nome, cuja raiz em hebraico significa "salvar," é que aquele menino, filho de Maria e Filho de Deus, haveria de salvar o seu povo dos seus pecados, conforme anunciou o anjo.
Não precisamos ir mais longe do que isso para entender o significado do Natal. Está tudo no nome do Menino. No nome dele, Jesus, temos a razão para seu nascimento, a sua identidade e a missão de sua vida. Em outras palavras, aquilo que o Natal realmente representa.
A razão do seu nascimento é simplesmente esta, que somos pecadores, estamos perdidos, não podemos resolver este problema por nós mesmos e precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre das consequências passadas, presentes e futuras dos nossos erros. Deus atendeu nossa necessidade escolhendo um homem como nós para ser nosso representante e Salvador, alguém que partilhasse da nossa humanidade e fosse um de nós. Esse homem nasceu há dois mil anos naquela manjedoura da cidade de Belém, num pais remoto, lá no Antigo Oriente. E ganhou o nome de Jesus por este motivo.
Sua missão era assumir nosso lugar como nosso representante diante de Deus e sofrer todas as consequências de nossos pecados, erros, iniqüidade, desvios e desobediências. Em vez de castigar-nos com a morte eterna, como merecemos, Deus faria com que ele a experimentasse em nosso lugar, que ele experimentasse toda dor e sofrimento conseqüentes dos nossos pecados. Essa missão foi revelada logo ao nascer pelo anjo Gabriel ao recitar seu nome a José: Jesus.
Para nos salvar de nossos pecados, ele teria de sofrer e morrer, ser sepultado, ficar sob o domínio da morte e desta forma pagar inteiramente nossa dívida para com Deus. Somente assim poderíamos ser salvos das consequências eternas de nossa desobediência. Mas, para que os benefícios de seu sofrimento e de sua morte pudessem ser transferidos a outros seres humanos, ele não poderia ter pecado ou culpa pois, senão, ao morrer, estaria simplesmente recebendo o salário do seu próprio pecado. Mas, se ele fosse inocente, sem pecado e perfeito, sua morte teria valor para os pecadores. Por este motivo, ele foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ainda virgem, Filho de Deus, sem pecado. O Salvador tinha que ser Deus e homem ao mesmo tempo.
Quando um colunista, que objeta ao nascimento sobrenatural de Jesus, escreveu recentemente em um jornal de grande circulação de São Paulo que virgens não dão à luz todos os dias, ele estava mais certo do que pensava. Esse é o único caso. Jesus é único. Deus e homem numa só pessoa. Nem antes e nem depois dele virgens engravidam sobrenaturalmente. Da mesma forma que Deus não cria mundos todos os dias, também não gera salvadores de virgens cotidianamente. Pois nos basta este.
O famoso teólogo suíço Emil Brunner disse que todo homem tem um problema no passado, no presente e no futuro. No passado, culpa. No presente, medo. E no futuro, a morte. Jesus nos salva de todas estas consequências do pecado: nos perdoa da culpa de nossos erros passados, nos livra no presente do medo ao andar conosco e nos livrará da morte pois ressurgiu dos mortos e vive à direita de Deus. Um dia haverá de nos ressuscitar.
É isto que o Natal representa. É por isto que os cristãos o celebram com tanta gratidão e alegria. Nasceu o Salvador. Nasceu Jesus! Como este anúncio alegra o coração daqueles que têm culpa, sentem medo e sabem que vão morrer!
Que Deus abençoe o seu Natal e fim de ano.
Que o ano novo comece cheio de alegrias e da presença de Jesus.
Abraços